GENÉTICA À DERIVA Por: Bruna BUENO

A deriva genética – juntamente com a seleção natural, mutação e migração – é um dos mecanismos básicos da evolução.

Deriva genética, deriva gênica, deriva alélica, derivação genética ou ainda oscilação genética é um mecanismo micro-evolutivo que modifica aleatoriamente as frequências alélicas ao longo do tempo, é um fenômeno no qual certos alelos podem ter a sua frequência subitamente aumentada, enquanto os outros alelos podem simplesmente desaparecer. A deriva genética é um processo estocástico, não é possível prever a direção da mudança na frequência de um alelo causada pela deriva. Por acaso, e não por critérios adaptativos, desastres ecológicos, como incêndios florestais, inundações, desmatamentos etc. podem reduzir tão drasticamente o tamanho de uma população que os poucos sobreviventes não são amostras representativas da população original, do ponto de vista genético. Esse fenômeno é mais significativo em populações pequenas. 

Com isso nosso objetivo foi melhorar o entendimento dos alunos a cerca do conceito de deriva genética, visto por eles no terceiro ano do ensino médio.

Materiais Necessários

  • Fichas de papel contendo os alelos de cada aluno 50
  • Folhas de papel com o quadro de Mendel para cada 3
  • Saquinhos plásticos 2
  • Fichas de Catástrofes e a comanda 21

Fase 1 - Separando a sala

O professor dividirá a sala  3 grupos, de aproximadamente 10 alunos por grupo, de acordo com a lista de chamada.  De modo que 2 grupos iram participar inicialmente do jogo, enquanto o outro grupo ficará de "reserva".

Fase 2 - Definindo o genótipo e o sexo dos indivíduos da população

Os 2 grupos que estarão participando inicialmente do jogo formaram uma população de indivíduos de espécies diferentes, com frequência gênica e sexo distintos. Os alunos receberão fichas indicando seus alelos (se AA, Aa ou aa, sendo o homozigoto recessivo com fenótipo albino) e sexos (por exemplo, 5 fêmeas e 5 machos)

Fase 3 - A Chegada da Catastrofe

Cada grupo receberá as fichas “Catástrofes” para serem retiradas de forma aleatória e nestas conterão quantos indivíduos serão eliminados da população (por exemplo, terremoto e 3 indivíduos desta população morrem). Para escolher quais alunos serão eliminados, o professor falará aleatoriamente os números referente à lista de chamada, que serão os indivíduos eliminados. Cada grupo fará isso.

Fase 4 - Geração de Novos Genotipos

Após a rodada das Catástrofes, os indivíduos restante poderão acasalar e gerar descentes. Para isso, cada fêmea que permanece na população poderá acasalar com 1 macho da população gerando 2 descentes. Dessa forma, o grupo fará o cruzamento na folha de papel com o quadro de Mendel e visualizará as possibilidades, cada uma delas será anotada em um pedaço de papel (mesmo que seja repetida, será anotada quantas vezes aparecer) e serão colocadas em um saquinho plástico para serem tiradas aleatoriamente duas vezes. As duas possibilidades que saírem serão os descendentes do grupo. Os alunos do grupo "reserva" entraram no jogo como descendentes, com o genótipo e o sexo sorteado. 

O professor poderá fazer de 3 a 4 rodadas com os alunos, dependendo do tempo, e o grupo que possuir um maior número de indivíduos será o grupo capaz de perpetuar sua espécie.

Fase 5 - Explicação do Professor

Ao final, o professor pode explicar, a partir dos exemplos que surgirem em cada grupo, a Deriva Genética e a alteração da frequência gênica mostrando como era antes e como ficou depois, se teve muita ou pouca alteração.

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